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AutoForce News · Inteligência para o setor automotivo
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Edição #08 · Ago/2026
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🏁 HORA DA LARGADA
Julho fecha como o melhor mês em 12 anos, e o acumulado do ano já é o maior desde 2014
O mercado brasileiro de veículos encerrou julho com 279,5 mil unidades emplacadas, alta de 15% sobre julho de 2025 e o maior volume mensal desde dezembro de 2014, segundo balanço da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, os licenciamentos somaram 1,7 milhão de autoveículos, alta de 18% sobre o mesmo período de 2025 e o melhor resultado para o período desde 2014. Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, o resultado foi puxado sobretudo pelo programa Carro Sustentável, cujo emplacamento de veículos elegíveis cresceu 38% no ano, e pelo avanço dos eletrificados.
279,5 mil
Veículos emplacados no Brasil em julho
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+15%
Alta sobre julho de 2025
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1,7 milhão
Autoveículos emplacados de janeiro a julho
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Veja o balanço completo de julho →
📡 Telemetria da Semana
Enquanto o mercado interno emplacou o maior volume em 12 anos, as exportações de veículos caíram 18,4% em julho na comparação anual e acumulam queda de 20,8% no ano, segundo balanço da Anfavea. A produção nacional, que atende tanto o mercado interno quanto a exportação, subiu 5,9% em julho, para 253,9 mil unidades, o melhor resultado do mês desde 2019.
O Brasil está vendendo mais carro para o próprio Brasil, não para o mundo. Antes de tratar o recorde de emplacamentos como sinal de saúde plena da indústria, vale notar que o motor do resultado é a demanda doméstica, justo no momento em que o comércio automotivo global também muda de forma por causa da concorrência chinesa. Para quem vende carro na ponta, isso reforça um ponto prático: o crescimento depende de crédito, estoque e atendimento à altura da demanda interna, não de um mercado externo que segue perdendo espaço.
No grid de hoje
- 🇧🇷 Chinesas ocupam um quarto do ranking dos carros mais vendidos em julho, mas a liderança outra vez é do Fiat Strada
- 🤖 A maioria das concessionárias já usa IA, mas poucas sabem se isso realmente vira venda
- 🌍 A BYD lança no Brasil seu primeiro híbrido flex fabricado no país, direto da fábrica de Camaçari
- 🏆 Eletrificados atingem participação recorde nas vendas, e a Anfavea alerta para o avanço da montagem via CKD e SKD
- 📰 Pit Stop
🇧🇷 Mercado Brasil
Chinesas ocupam um quarto do ranking dos carros mais vendidos em julho, mas a liderança outra vez é do Fiat Strada
Entre os 20 modelos mais emplacados do mês, cinco são de marcas chinesas, três deles da própria BYD. Os dados fazem parte do balanço mensal da Fenabrave, que registrou 3,2 milhões de veículos emplacados no acumulado do ano, alta de 15,1% sobre 2025.
A Fiat Strada fechou julho como a líder geral de vendas no Brasil, com 14.912 unidades emplacadas no mês e 83.041 no acumulado do ano, segundo levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgado pela CNN Brasil. O Volkswagen Polo ficou em segundo lugar, com 10.340 emplacamentos no mês, seguido pelo Volkswagen Tera, que também terminou julho como o SUV mais vendido do país, com 10.165 unidades. Entre janeiro e julho, a Fenabrave registrou 3,2 milhões de veículos emplacados, alta de 15,1% sobre o mesmo período de 2025.
5 em 20
Modelos de marcas chinesas entre os 20 mais vendidos de julho
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14.912
Emplacamentos da Fiat Strada, líder do ranking no mês
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3,2 milhões
Veículos emplacados no ano, alta de 15,1%, segundo a Fenabrave
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O que chama atenção no ranking de julho é a presença consolidada das marcas chinesas fora do nicho elétrico. A BYD colocou três modelos entre os 20 mais vendidos (Dolphin Mini, Song e Dolphin), a Geely apareceu com o EX2 e a GWM com o Haval H6, somando cinco posições, um quarto da lista. Nenhuma delas superou a Strada, o Polo ou o Tera na disputa geral, mas a distância para o pelotão intermediário do ranking já é pequena.
🚩 Bandeira Vermelha:
Para concessionárias, o ponto aqui não é mais discutir se as chinesas vão emplacar carro suficiente para aparecer no ranking, elas já aparecem, e em posições de meio de tabela que antes pertenciam só a marcas tradicionais. Quem entra na loja pesquisando Strada ou Tera já chegou comparando preço e equipamento com um Haval H6 ou um Dolphin visto em outra concessionária da cidade, e o time de vendas precisa saber argumentar diante dessa comparação, não fingir que ela não existe.
Para grupos automotivos, a decisão de portfólio é real, mas ela acontece antes da vitrine, na escolha de quais marcas representar em cada praça. Um grupo que segue concentrado só nos nomes de sempre corre o risco de ver o concorrente abrir a próxima concessionária da cidade justamente com uma marca chinesa em ascensão. Ignorar esse movimento no planejamento de expansão é abrir espaço para quem já decidiu apostar numa nova bandeira.
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🤖 Inteligência Artificial
Concessionárias já usam IA, mas a maioria ainda não sabe se isso vira venda
Um novo estudo trimestral da Cox Automotive mostra que a adoção de inteligência artificial já é alta entre concessionárias americanas, mas poucas medem o retorno da tecnologia. Quem conta com um parceiro especializado tem quase o dobro de chance de ver esse resultado aparecer nas vendas.
A Cox Automotive divulgou nesta terça-feira, 11, os primeiros resultados do AI in Auto Retail Tracker, estudo trimestral que acompanha a adoção de inteligência artificial entre concessionárias e compradores de veículos nos Estados Unidos. Segundo o levantamento, que combina respostas do primeiro e do segundo trimestre de 2026, 82% das concessionárias já usam alguma forma de IA na operação, principalmente para automatizar tarefas, organizar follow up de clientes e gerar conteúdo. Apesar da adoção alta, 69% das lojas esperam que a tecnologia gere crescimento em vendas e receita, mas cerca de uma em cada três não mede esse impacto ou não tem clareza sobre como medir, e apenas 22% das que usam IA já enxergam esse crescimento de fato.
82%
Concessionárias que já usam algum tipo de IA na operação
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1 em 3
Concessionárias que não medem o impacto da IA no resultado
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22%
Concessionárias que já veem crescimento de vendas com a IA
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A diferença aparece com clareza entre quem conta com um parceiro especializado em IA e quem tenta implementar a tecnologia sozinho: 66% das concessionárias com parceiro dizem usar a IA de forma otimizada, contra 46% das que não têm parceiro, e 36% relatam crescimento real de vendas e receita, contra 21% sem parceiro, segundo Lori Wittman, presidente de soluções de varejo da Cox Automotive. O estudo também mostra que 63% dos compradores devem usar inteligência artificial na próxima compra de veículo, e a fatia de concessionárias que sabe que precisa se ajustar à busca por IA e ainda não começou subiu de 26% para 32% no período.
🚩 Bandeira Vermelha:
Para concessionárias e grupos automotivos, o alerta aqui não é sobre ter ou não ter IA na operação, a maioria já tem. É sobre o que essa ferramenta está de fato entregando. Adotar um chatbot ou uma automação de follow up sem medir taxa de resposta, conversão e origem do lead é gastar orçamento e tempo do time sem saber se o resultado melhorou.
O ponto aqui é simples: a pesquisa mostra que o fator que separa quem só usa IA de quem realmente cresce com ela é ter um parceiro especializado no processo comercial, não apenas mais uma ferramenta genérica plugada no CRM. Antes de somar outra automação à operação, vale perguntar quem vai acompanhar o resultado e ajustar a ferramenta ao funil da loja.
Ter IA não é o mesmo que ter resultado. A diferença está no parceiro certo
Como aprofundar esse tema: implementar inteligência artificial sem acompanhamento especializado tende a gerar mais uso do que resultado. O AutoPilot IA foi criado especificamente para o varejo automotivo, com agentes de IA que qualificam o lead, consultam estoque e entregam ao vendedor uma oportunidade pronta para fechar, com acompanhamento próximo da equipe da AutoForce em cada etapa da implementação.
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🌍 Mercado Global
A BYD lança no Brasil seu primeiro híbrido flex fabricado no país, direto da fábrica de Camaçari
O Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel é o primeiro híbrido flex da marca fabricado no Brasil, direto da fábrica de Camaçari. O lançamento também mostra a BYD deixando de ser apenas uma montadora de kits importados no país.
A BYD lançou o Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel em evento realizado em Sertãozinho, no interior de São Paulo, após dois anos de desenvolvimento conjunto entre as equipes da montadora no Brasil e na China. O motor roda a eletricidade, gasolina ou etanol, com autonomia elétrica de 60 km na versão de entrada e 120 km na versão mais completa, segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, em entrevista à Reuters. O carro é fabricado na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, inaugurada em outubro de 2025, após um investimento de R$ 100 milhões voltado especificamente a esse projeto.
R$ 100 milhões
Investimento da BYD no projeto do Song Pro Flex
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60 a 120 km
Autonomia elétrica das versões GL e GS
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Mais que o dobro
Crescimento das vendas da BYD no Brasil em julho, ante 2025
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A empresa está investindo R$ 5,5 bilhões na fábrica de Camaçari, que deve produzir cerca de 180 mil carros neste ano, boa parte deles destinados a suprir a meta de vender por volta de 200 mil veículos no Brasil em 2026. Segundo Baldy, o projeto também atende à meta da BYD de usar mais da metade de peças locais em todos os carros fabricados no país até janeiro de 2027. Embora desenvolvido para o mercado brasileiro, o executivo disse à Reuters que o Song Pro Flex pode futuramente ser exportado para outros países que também usam etanol como combustível, caso da Índia.
🚩 Bandeira Vermelha:
Para montadoras e grupos automotivos que competem com a BYD no Brasil, o dado que mais importa aqui não é o carro em si, é a mudança de modelo de produção. Uma marca que chegou ao país como simples montadora de kits importados agora desenvolve motor flex localmente, negocia conteúdo nacional e projeta exportação a partir daqui, o que muda o tipo de vantagem competitiva que ela carrega no médio prazo.
O ponto aqui é simples: quando um concorrente internacionaliza a operação e ainda assim segue crescendo vendas no varejo, a resposta não pode ser só preço. Showroom, pós-venda e experiência de compra também entram na conta de quem vai sustentar participação de mercado nos próximos anos.
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🏆 Indústria & Competição
Eletrificados atingem participação recorde nas vendas, e a Anfavea alerta para o avanço da montagem via CKD e SKD
Carros elétricos, híbridos plugin e híbridos já representam quase um quarto dos emplacamentos no Brasil, saltando de 11% para 23,5% em um ano. O presidente da Anfavea comemora o investimento em produção nacional, mas alerta para o crescimento da montagem via CKD e SKD, sobretudo entre marcas chinesas.
Os veículos eletrificados atingiram, em julho, o maior share histórico do mercado brasileiro: 23,5% dos emplacamentos do mês, ante 11% um ano antes, segundo balanço da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Foram 62,3 mil unidades licenciadas no mês, alta de 148% sobre julho de 2025. No acumulado do ano, os emplacamentos de eletrificados somam 307.613 unidades, alta de 120%, puxados principalmente pelos elétricos puros, que cresceram 209% no período, com 116.517 unidades.
23,5%
Participação dos eletrificados nas vendas de julho, ante 11% em 2025
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307.613
Eletrificados emplacados no acumulado do ano, alta de 120%
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246%
Crescimento da produção nacional de eletrificados no acumulado do ano
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Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, o avanço reflete um amadurecimento dos investimentos feitos no país para essas novas tecnologias, com a produção de modelos eletrificados nacionais crescendo 246% no acumulado do ano. Ao mesmo tempo, ele chamou atenção para o crescimento de 78,5% na montagem de modelos via CKD e SKD no mesmo período, processo em que o carro chega em kits para montagem local, usado principalmente por marcas chinesas recém-chegadas ao país. Segundo Calvet, esse modelo de produção exige menos da cadeia automotiva brasileira e pode empobrecer o ecossistema de fornecedores no país.
🚩 Bandeira Vermelha:
Para grupos automotivos e montadoras tradicionais, o alerta da Anfavea aponta para dentro da própria vitrine de eletrificados que está crescendo tão rápido. Nem todo carro elétrico ou híbrido chinês que chega para vender bem no Brasil carrega o mesmo compromisso com emprego e fornecedor local, e essa diferença tende a pesar cada vez mais na política industrial e tributária que afeta margem, preço e disponibilidade de peça no país.
O cuidado para quem representa marcas com produção nacional consolidada é não competir apenas em preço com quem monta kit importado. Reforçar garantia, rede de peças e pós-venda local pode ser o argumento comercial que sustenta a diferença de proposta de valor diante de um concorrente com estrutura de custo bem menor.
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O comprador já pesquisa com inteligência artificial antes de procurar a loja. Sua vitrine digital está pronta para ser encontrada?
O mercado bate recorde, a oferta de marcas cresce e o comprador começa a jornada de compra cada vez mais longe do balcão, direto na busca por IA. Nesse cenário, quem sustenta resultado é quem tem páginas de veículo completas, rápidas e bem estruturadas, não só quem depende do volume de mercado ou de uma marca específica. O Autódromo organiza vitrine, ficha técnica e jornada de compra em sites pensados para converter mais visitante em lead qualificado.
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🏁 Pit Stop
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O Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, a quarta queda seguida de 0,25 ponto percentual, decisão unânime que deixa em aberto o ritmo dos próximos cortes conforme os dados de inflação, segundo o Banco Central. A trajetória tende a aliviar aos poucos o custo do financiamento de veículos, ainda pressionado pelos juros altos. Ler mais →
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O índice de preços de carros usados do banco BV, o IBV Auto, fechou julho com alta de apenas 0,07%, a menor variação mensal desde março de 2025, com 16 dos 27 estados registrando queda nos preços no mês. Segundo o banco, a desaceleração reflete a concorrência das marcas chinesas, o preço menor do carro zero e o crédito mais restrito. Ler mais →
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A Volkswagen avalia levar para a Europa modelos elétricos e híbridos desenvolvidos originalmente para a China, entre eles o SUV ID. Era 9X, segundo o site CarNewsChina e o jornal alemão Handelsblatt. O movimento mostra a montadora recorrendo ao desenvolvimento chinês, mais rápido e mais barato, para reagir à concorrência das marcas locais também fora da Ásia. Ler mais →
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A Ford revelou nome e preço da sua picape elétrica de médio porte, a Fathom, a partir de US$ 28.350 (cerca de US$ 29.945 com frete), com autonomia estimada em torno de 300 milhas e pré-vendas a partir do início de 2027. A montadora aposta na nova plataforma Universal Electric Vehicle para reduzir custo e competir com picapes elétricas mais baratas nos Estados Unidos. Ler mais →
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Quem somos
A AutoForce é uma martech brasileira que ajuda empresas do setor automotivo a venderem mais no digital, com sites de alta performance, inteligência de dados e integração com o funil de vendas.
A AutoForce News é a newsletter de inteligência de mercado da AutoForce, produzida semanalmente para dealers, diretores, gerentes e coordenadores de concessionárias e executivos de montadoras no Brasil.
Até a próxima volta.
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